Em uma coprodução  entre a Synergia Socioambiental e a Dot Films, com o  apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), foi lançado recentemente, dia 24 de agosto de 2023,  o documentário intitulado “A Floresta Invisível – Histórias do Médio Xingu”.

O documentário tece uma narrativa envolvente ao redor das histórias de luta e perseverança das comunidades que habitam a região do Médio Xingu, enfrentando desafios como garimpo, extração de madeira, pecuária e monocultura, enquanto busca fontes de renda sustentável e a preservação da majestosa Floresta Amazônica.

Estas comunidades cultivam um profundo sentimento de pertencimento à floresta, defendendo modos de vida que, adaptados às demandas contemporâneas, preservam conhecimentos ancestrais cruciais para a conservação da floresta, em perfeita sintonia com o desenvolvimento da bioeconomia.

A empresa

Fundada em 2005, a Synergia é uma consultoria socioambiental  que presta serviços tanto para o setor público quanto privado. Destaca -se por oferecer soluções abrangentes em gestão e prevenção de crises, desenvolvimento social, relações territoriais e gestão de conhecimento.  Além disso, a empresa é associada ao Instituto Ethos e é membro do Pacto Global das Nações Unidas. Com uma trajetória sólida, a empresa já contribuiu para mais de 127 projetos tanto no Brasil quanto em Moçambique, impactando positivamente a vida de mais de 1,2 milhão de pessoas.

O documentário

O documentário  tem como objetivo apresentar de forma abrangente as diversas iniciativas inovadoras no âmbito do Projeto Redes do Médio Xingu, que visa promover a geração de renda nas famílias das áreas onde atua, bem como fomentar o desenvolvimento das comunidades locais, tudo isso com um olhar atento para a preservação das propriedades da Floresta Amazônica.

Em 2022, nasceu o Projeto Redes do Médio Xingu, uma iniciativa dedicada a preservar o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida das populações que enfrentam uma crescente ameaça de desmatamento no estado do Pará. Especificamente, o projeto concentra-se em apoiar as comunidades ribeirinhas da Estação Ecológica Terra do Meio e de Uruará, nas proximidades de Altamira.

Três Frentes de Atuação
Crédito: David Greenwood-Haigh.

Redes do Médio Xingu atua em três frentes principais para alcançar seus objetivos. Em primeiro lugar, ele se engaja na promoção da cadeia produtiva do cacau, uma iniciativa que beneficia diretamente as famílias da Estação Ecológica Terra do Meio. Além disso, o projeto apoia a Rede Terra do Meio, criando uma estrutura comercial para atender às necessidades da população local. Por último, mas não menos importante, o projeto oferece suporte à Associação Agroextrativista Sementes da Floresta (AASFLOR), localizada em Uruará.

Produção de Cacau Sustentável na Terra do Meio
Projeto Redes do Médio Xingu – Crédito: A-Thiago-Borazanian  –  Synergia Socioambiental.

Uma colaboração estratégica com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) permite ao Projeto Redes do Médio Xingu desenvolver a cadeia produtiva do cacau. Esse esforço visa não apenas aumentar a renda das famílias da Estação Ecológica Terra do Meio, mas também promover práticas sustentáveis.

Profissionais altamente especializados, incluindo antropólogos e técnicos agrônomos, oferecem assistência técnica e extensão rural (ATER) às comunidades, orientando sobre a organização da produção de cacau e a entrada no mercado de vendas. Esse apoio abrange desde o cultivo até a venda do cacau, com foco na sustentabilidade.

Cuidados com o Cultivo e Pós-Colheita do Cacau
Projeto Redes do Médio Xingu – Crédito: Acervo Synergia Socioambiental.

A assistência técnica oferecida pelo projeto abrange diversos aspectos, incluindo tratos culturais do cacau, como o manejo do solo, podas das árvores de cacau e controle de práticas e doenças. Além disso, a população é instruída sobre os cuidados no pós-colheita, um processo que envolve etapas cruciais, como a fermentação, a secagem e a comercialização do cacau.

É importante destacar que as famílias da  Estação Ecológica Terra do Meio (ESEC) adotam o sistema agroflorestal, promovendo uma agricultura de baixo carbono ao cultivar o cacau em conjunto com outras espécies, como andiroba e copaíba, garantindo um cultivo totalmente sustentável.

Construção de Cantina Comunitária  na Estação Ecológica Terra do Meio

Para melhorar a qualidade de vida das famílias da Esec Terra do Meio, o projeto iniciou a construção de uma cantina comunitária. Essa iniciativa visa facilitar o acesso a produtos alimentícios e itens de necessidade básica, diminuindo a necessidade de longos deslocamentos e gastos com frete e combustível. Além disso, está prevista a construção de um paiol para armazenar a castanha cultivada localmente.

Empoderamento e Geração de Renda
Projeto Redes do Médio Xingu- Crédito:  Thiago Borazanian  -Synergia Socioambiental.

A Associação Agroextrativista Sementes da Floresta (AASFLOR), localizada em Uruará, também se beneficia do apoio do Projeto Redes do Médio Xingu. O projeto auxilia na atualização dos rótulos e embalagens dos produtos da associação, bem como na modernização de seu modelo comercial.

Desde 2007, a AASFLOR tem buscado alternativas de renda que não envolvam as práticas dominantes na região, como a soja, pecuária e isolamento de madeira. Em vez disso, eles se concentram na coleta de sementes da floresta, na extração de óleos vegetais e na fabricação de produtos, como sabonetes, cremes, pomadas, xampus e óleos fracionados.

Perspectivas Futura
Crédito: Bela Geletneky.

O Projeto Redes do Médio Xingu planeja continuar seu apoio à AASFLOR, incluindo a conclusão da cantina comunitária e a expansão das comunidades atendidas, levando os produtos da associação para feiras e eventos em todo o Brasil. Além disso, busca estabelecer novas parcerias para fortalecer ainda mais as famílias da região, promovendo a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.

As iniciativas do Projeto Redes do Médio Xingu, bem como a produção do documentário “A Floresta Invisível – Narrativas do Médio Xingu”, revelam a importância crucial de unir esforços para proteger a Floresta Amazônica e promover o desenvolvimento sustentável nas comunidades que um habitat.

A preservação ambiental e a geração de renda podem andar de mãos dadas, e as histórias de preservação das pessoas que vivem nessa região nos lembram que a conexão com a natureza e a valorização dos conhecimentos tradicionais desempenham um papel fundamental na busca por um futuro mais equilibrado e próspero. Ao celebrar essas narrativas de luta e resistência, reforçamos o compromisso coletivo de proteger não apenas a Floresta Amazônica, mas também a riqueza cultural e humana que ela abriga.

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Colunista Beatriz Negrão

Carreira desenvolvida na área de Comunicação, atuando em empresas no Brasil e no exterior. Publicitária, Jornalista, Pós-Graduada em Marketing pela ESPM com experiência em gestão de clientes e projetos. Como jornalista, escreveu matérias em diversas revistas do setor e proferiu palestras viajando pelo País, abordando o tema Agribussiness.

Certificados: certificado Ministério Del Lavoro Italiano e internacional de Siena/ Itália.

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